
Unimate
O primeiro robô industrial do mundo. Começou a trabalhar numa fábrica da General Motors em Nova Jersey, pegando peças quentes de metal. Na foto de 1967, faz uma demonstração servindo café.
Foto: Frank Q. Brown, Los Angeles Times · CC BY 4.0
Os robôs da Tesla e a aposta de Elon Musk, os humanoides que estão chegando, o mercado, os robôs de combate, a inteligência artificial e quatro projetos para você e as crianças de Candeias construírem seus próprios robôs.
Compartilhar no WhatsAppRobô é uma máquina que sente o mundo, pensa no que fazer e age sozinha, seguindo um programa. Todo robô, do aspirador ao Optimus, tem as mesmas partes que o nosso corpo:
"Robô" apareceu em 1920 numa peça de teatro do escritor tcheco Karel Čapek. Vem de robota, que em tcheco quer dizer trabalho pesado, obrigatório.
Em 1942, o escritor Isaac Asimov imaginou 3 leis: 1) o robô não pode machucar uma pessoa; 2) deve obedecer às pessoas, menos se isso machucar alguém; 3) deve se proteger, desde que não quebre as outras leis. Até hoje inspiram o debate sobre robôs seguros.
Industriais (braços de fábrica), de serviço (aspirador, entregas), humanoides (forma de gente), exploradores (Marte, fundo do mar), médicos (cirurgia), agrícolas (drones, ordenha) e educacionais (para aprender).
Da primeira fábrica com robô, em 1961, até Marte e às nossas fazendas: conheça os robôs que fizeram história.

O primeiro robô industrial do mundo. Começou a trabalhar numa fábrica da General Motors em Nova Jersey, pegando peças quentes de metal. Na foto de 1967, faz uma demonstração servindo café.
Foto: Frank Q. Brown, Los Angeles Times · CC BY 4.0

Braços robóticos soldam, pintam e carregam peças pesadas em lugares quentes e perigosos, como esta fundição. São os robôs mais comuns do mundo: já passam de 5 milhões.
Foto: KUKA Roboter GmbH, Bachmann · Public domain

Braços como este têm 6 "juntas", como ombro, cotovelo e punho. Repetem o mesmo movimento milhares de vezes com precisão de décimos de milímetro. Aqui, um artista usou um para desenhar na areia.
Foto: Oleg Yunakov · CC BY-SA 4.0

O primeiro robô a andar em outro planeta. Do tamanho de um micro-ondas, explorou as pedras de Marte por quase três meses.
Foto: NASA · Public domain

Robô da NASA do tamanho de um carro, com um laboratório dentro. Pousou em Marte em 2012 e continua trabalhando. Esta "selfie" foi montada com várias fotos tiradas pelo braço dele.
Foto: NASA · Public domain

Procura sinais de vida antiga em Marte e guarda amostras de rocha em tubinhos. Trouxe junto o Ingenuity, o primeiro helicóptero a voar em outro planeta.
Foto: NASA · Public domain

Braço robótico de 17 metros da Estação Espacial Internacional. Pega naves que chegam e carrega astronautas, como na foto.
Foto: NASA · Public domain

O humanoide da Honda que ficou famoso no mundo todo andando, subindo escadas e chutando bola. Foi aposentado em 2022, depois de abrir caminho para os robôs de hoje.
Foto: Morio · CC BY-SA 3.0

O aspirador-robô que anda sozinho pela casa e volta para a base para recarregar. Foi o primeiro robô a entrar em milhões de lares.
Foto: Larry D. Moore · CC BY 4.0

O médico controla os braços do robô de um painel, com movimentos mais precisos e cortes menores no paciente. Já é usado em vários hospitais brasileiros.
Foto: Nimur · CC BY-SA 3.0

Humanoide que ficou famoso pelos vídeos dando cambalhotas e pulando obstáculos. A versão nova, elétrica, foi feita para trabalhar em fábricas.
Foto: DARPA · Public domain

O cachorro-robô da Boston Dynamics sobe escadas e anda em terreno difícil. Faz inspeção em fábricas, minas e usinas, onde é perigoso para pessoas.
Foto: Jonte · CC BY-SA 4.0

Pequeno humanoide de 58 cm usado em escolas e universidades para ensinar programação. Também joga futebol na RoboCup.
Foto: ubahnverleih · CC0

Robô japonês que reconhece rostos e conversa. Recebia clientes em lojas, bancos e hotéis.
Foto: Tokumeigakarinoaoshima · CC0

Robô com rosto que imita expressões humanas. Ficou famosa ao dar entrevistas na TV e ao receber, em 2017, uma "cidadania" da Arábia Saudita, o que gerou muita discussão.
Foto: ITU Pictures from Geneva, Switzerland · CC BY 2.0

Robô inglês considerado um dos mais realistas em expressões faciais: pisca, franze a testa e sorri, conversando com ajuda de inteligência artificial.
Foto: Willy Jackson · CC BY-SA 4.0

O robô humanoide de Elon Musk, exposto numa loja da Tesla em 2025. A Tesla quer fabricar milhões deles para trabalhar em fábricas e casas.
Foto: Sikander · CC BY-SA 4.0

O Optimus exposto ao público em 2023, quando a Tesla ainda mostrava os primeiros modelos. Veja a história completa do Optimus abaixo.
Foto: Premeditated · CC BY-SA 4.0

Humanoide chinês mais barato que os concorrentes, com cerca de 1,30 m. Dança, luta e faz acrobacias em eventos.
Foto: Sayanesy · CC0

A vaca entra sozinha quando quer ser ordenhada; o robô acha as tetas com câmera e laser, limpa, ordenha e registra o leite de cada animal. Já existe em fazendas de leite de Minas.
Foto: .Anja. · CC BY-SA 4.0

Drones que voam sozinhos por GPS e pulverizam ou adubam a lavoura, inclusive cafezais em morro, onde trator não chega.
Foto: Christopher Hedreyd - PIA 4A CALABARZON · Public domain

Kit de peças LEGO com motores, sensores e um "cérebro" programável. Por mais de 20 anos ensinou robótica a crianças do mundo todo.
Foto: baholfor · CC BY 2.0

Campeonato mundial de futebol de robôs. A meta dos cientistas é que, até 2050, um time de robôs vença os campeões da Copa do Mundo.
Foto: Ayleen Lührsen · CC BY-SA 4.0

Dois robôs tentam empurrar um ao outro para fora do ringue. Campeonatos como o da RoboCore, no Brasil, reúnem estudantes de todo o país.
Foto: Paulolenz · CC BY-SA 3.0

Equipe brasileira no campeonato japonês de sumô de robôs (All Japan Robot-Sumo), um dos mais importantes do mundo.
Foto: Mabensur · CC BY-SA 4.0

Robôs de combate lutam dentro de uma arena fechada com paredes de proteção, para ninguém se machucar. Vence quem fizer o outro parar.
Foto: Bill Ward from El Cerrito, CA, USA · CC BY 2.0

Um dos primeiros robôs que todo estudante monta: ele segue uma linha preta no chão sozinho. Mais abaixo ensinamos a fazer o seu.
Foto: chauromano · CC BY 2.0
Um robô com corpo de gente, feito para fazer trabalhos repetitivos, pesados ou perigosos: carregar caixas, separar peças e, no futuro, ajudar em casa. A Tesla fala em um preço de cerca de 20 a 30 mil dólares quando a produção for grande.
Elon Musk, dono da Tesla e da SpaceX, diz que os robôs vão valer mais do que os carros elétricos que fizeram a fama da empresa. As principais previsões dele:
80%
do valor da Tesla virá do Optimus, disse Musk em setembro de 2025.
1 milhão
de robôs: é uma das metas do pacote de remuneração de Musk aprovado pelos acionistas da Tesla em novembro de 2025. A fábrica de Fremont foi pensada para 1 milhão por ano, e a do Texas, para até 10 milhões.
10 bilhões
de robôs humanoides no mundo até 2040, mais robôs que pessoas, previu Musk em 2024.
"O maior produto"
Musk chama o Optimus de "o maior produto de todos os tempos", não só da Tesla.
Startup que testa humanoides em fábrica de carros e já mostra robôs fazendo serviços de casa, como dobrar roupa.
Famoso pelos vídeos de saltos e cambalhotas. A versão nova, elétrica, é feita para trabalhar nas fábricas da Hyundai, dona da empresa.
Faz os humanoides mais baratos do mercado, como o G1, além de cães-robôs. Ficaram famosos lutando boxe e dançando na TV chinesa.
Robô que já trabalha carregando caixas em armazéns de logística.
Pensado para ajudar dentro de casa. Abriu encomendas para famílias em 2025.
UBTech, AgiBot, XPeng e outras empresas chinesas correm para produzir em massa, com apoio do governo.
5 milhões
de robôs industriais trabalham em fábricas no mundo, recorde de 2025 (Federação Internacional de Robótica, IFR).
+600 mil
robôs novos instalados em 2025, 11% a mais que em 2024. A previsão é de 655 mil em 2026 e 806 mil em 2029.
59%
dos robôs novos foram para a China (354 mil). Depois vêm Estados Unidos (38,4 mil) e Japão (36,2 mil).
Até pouco tempo atrás, cada movimento de um robô tinha que ser programado linha por linha. Agora a inteligência artificial virou o "cérebro" dos robôs:
Robôs em trabalhos perigosos (minas, incêndios, produtos químicos), ajuda a idosos e pessoas com deficiência, e mais produção com menos esforço físico.
Empregos que podem sumir, segurança de robôs perto de pessoas, privacidade com câmeras dentro de casa e quem responde quando um robô erra.
Técnico em mecatrônica e automação, programador, técnico de manutenção de robôs e drones, operador de máquinas inteligentes no agro.
Equipes constroem robôs que lutam numa arena fechada e protegida, até um deles parar de funcionar. O mais famoso é o programa americano BattleBots. No Brasil, universidades e escolas disputam campeonatos com robôs de várias categorias de peso, além do sumô de robôs, em que um tenta empurrar o outro para fora do ringue. É uma ótima escola de engenharia.
Drones e veículos sem piloto passaram a ser muito usados em guerras recentes, e vários países testam cães-robôs. A ONU discute regras para as chamadas "armas autônomas", que poderiam decidir sozinhas atacar. Muitos países e cientistas defendem que a decisão de usar força deve sempre ficar com um ser humano.
Scratch (grátis, do MIT) ensina a lógica de programação brincando. Depois vêm os kits de montar com motores e sensores.
No Tinkercad Circuits dá para montar e programar um Arduino virtual pelo navegador, sem gastar nada nem queimar peça.
A OBR tem prova teórica (para qualquer aluno, sem robô) e prática, para escolas públicas e particulares. A escola faz a inscrição: fale com a direção!
O CEFET-MG em Divinópolis tem curso técnico e engenharia de mecatrônica. O IFMG em Formiga tem cursos de computação e engenharia elétrica. O SENAI oferece cursos de automação e eletrônica.
Procure cursos gratuitos de Arduino, eletrônica e programação no YouTube (veja a lista abaixo), na plataforma Escola Virtual de Governo e nos sites do SENAI e dos institutos federais.
1. Lógica (Scratch) → 2. Eletrônica básica (LED, resistor, botão) → 3. Arduino → 4. Motores e sensores → 5. Seu primeiro robô → 6. Python e IA.
Estas são as peças usadas nos projetos abaixo. Os preços são médias aproximadas em lojas brasileiras pela internet e mudam bastante: compare antes de comprar. Um kit iniciante de Arduino, com placa, protoboard, fios, LEDs, resistores e alguns sensores, sai por cerca de R$ 120 a R$ 250 e já dá para muitas aulas.

Placa com um pequeno computador (microcontrolador) que roda o programa do robô: lê os sensores e manda nos motores. É a mais usada no mundo para aprender.
💰 R$ 45 a R$ 80 (compatível); a original passa de R$ 150
Foto: SparkFun Electronics from Boulder, USA · CC BY 2.0

Mais rápido que o Arduino e já vem com Wi-Fi e Bluetooth: dá para controlar o robô pelo celular.
💰 R$ 35 a R$ 60
Foto: Ubahnverleih · CC0

Plaquinha feita para escolas, programada com blocos coloridos (como o Scratch). Já tem luzes, botões, sensor de movimento e bússola.
💰 R$ 150 a R$ 300
Foto: SimonWaldherr · CC BY 4.0

Solta um som que a gente não escuta e mede o tempo do eco, como o morcego. Assim sabe a que distância está a parede, de 2 cm a 4 m.
💰 R$ 8 a R$ 20
Foto: Suyash Dwivedi · CC BY-SA 4.0

Solta uma luz invisível e vê se ela volta. Superfície branca reflete; preta não. É o sensor do robô seguidor de linha.
💰 R$ 4 a R$ 12
Foto: HimaliKhabar · CC BY-SA 3.0

Resistor que muda conforme a luz. Serve para acender uma lâmpada quando escurece ou fazer um robô que segue a lanterna.
💰 R$ 1 a R$ 3
Foto: Nevit Dilmen (talk) · CC BY-SA 3.0

O Arduino é fraco para girar motores. A ponte H recebe a ordem do Arduino e entrega a força das pilhas aos motores, para a frente ou para trás.
💰 R$ 15 a R$ 35
Foto: Quel.soler · CC BY-SA 4.0

Base de acrílico com 2 motores amarelos com redução (giram devagar e com força), 2 rodas e uma roda boba. O corpo do carrinho-robô.
💰 R$ 40 a R$ 80
Foto: Gsparr86 · CC BY-SA 4.0

Motor que gira até um ângulo exato (de 0 a 180 graus). É o que move braços robóticos, garras e a "cabeça" do robô.
💰 R$ 12 a R$ 25
Foto: Suyash Dwivedi · CC BY-SA 4.0

Motorzinho com um peso torto no eixo, igual ao que faz o celular vibrar. É o motor do robô-escova.
💰 R$ 3 a R$ 8
Foto: Evan-Amos · Public domain

Placa cheia de furinhos ligados por dentro. Dá para montar circuitos encaixando as peças, sem solda, e desmontar depois.
💰 R$ 8 a R$ 20
Foto: oomlout · CC BY-SA 2.0

Fios com pontas de encaixe para ligar as peças. Existem macho-macho, macho-fêmea e fêmea-fêmea.
💰 R$ 10 a R$ 25 o pacote
Foto: oomlout · CC BY-SA 2.0

Lâmpada pequenininha que gasta pouca energia. Tem perna maior (positivo) e menor (negativo), e sempre precisa de um resistor junto.
💰 R$ 0,20 a R$ 1 cada
Foto: SparkFun Electronics · CC BY 2.0

Segura a corrente elétrica para não queimar o LED e outras peças. As listras coloridas dizem o valor (o de 220 ohms é vermelho, vermelho, marrom).
💰 R$ 0,05 a R$ 0,30 cada
Foto: Janke · CC0

Faz bipes e musiquinhas. Bom para o robô "avisar" que encontrou um obstáculo.
💰 R$ 2 a R$ 6
Foto: Stefan Riepl (Quark48) · CC BY-SA 2.0 de

Igual ao botão de volume do rádio. Serve para controlar a velocidade de um motor ou a posição de um servo com a mão.
💰 R$ 2 a R$ 6
Foto: Iainf · CC BY 2.5

Junta 4 ou 6 pilhas comuns. 4 pilhas dão 6 volts, o suficiente para o carrinho. Pilha recarregável sai mais barato com o tempo.
💰 R$ 4 a R$ 10
Foto: Limor from New York CIty, USA · CC BY 2.0

Bateria de lítio recarregável (a maior da foto, ao lado de pilhas AA e AAA). Dura mais, mas precisa de suporte e carregador próprios e de cuidado: não pode furar nem entrar em curto.
💰 R$ 15 a R$ 35 cada
Foto: JayCubby · CC BY-SA 4.0

Mede voltagem, corrente e se um fio está rompido. O "detetive" de quem mexe com eletrônica.
💰 R$ 30 a R$ 80
Foto: André Karwath aka Aka · CC BY-SA 2.5
Do mais fácil ao mais difícil. Os dois primeiros não precisam de computador e são ótimos para começar com as crianças.
Um robozinho que anda sozinho tremendo, perfeito para crianças com um adulto por perto.
Você precisa de: a cabeça de uma escova de dentes velha, um motorzinho de vibração (de celular velho ou comprado em loja de eletrônica), uma bateria de moeda CR2032 e fita dupla face.
O que você aprendeu: o motor de vibração tem um peso torto no eixo; quando gira, ele balança, e as cerdas inclinadas transformam o tremor em movimento para a frente. É assim que muitos robôs pequeninos andam.
Um braço que levanta, abaixa, gira e pega objetos usando só água e seringas, igual à retroescavadeira e ao trator. Não tem fio nem pilha.
O que você aprendeu: a água quase não se aperta, então a força que você faz numa seringa passa inteirinha para a outra. É o Princípio de Pascal, a mesma ideia dos freios do carro, do macaco hidráulico e das máquinas que colhem café.
Um robô de verdade: anda sozinho, "enxerga" a parede com um sensor de som e vira para não bater. Usa o Arduino, a ponte H, o kit chassi e o sensor ultrassônico (veja as peças acima).
| Peça | Para que serve |
|---|---|
| Arduino Uno (ou compatível) e cabo USB | o "cérebro" do robô |
| Kit chassi 2WD: base, 2 motores com rodas e roda boba | o corpo e as pernas |
| Ponte H L298N (ou L9110S) | liga os motores, que precisam de mais força do que o Arduino dá |
| Sensor ultrassônico HC-SR04 | os "olhos": mede a distância como o morcego, com som |
| Suporte para 4 ou 6 pilhas AA (ou 2 baterias 18650 com suporte) | a energia |
| Jumpers (fios macho-fêmea e macho-macho) | as ligações, sem precisar de solda |
| Chave liga/desliga, fita dupla face e abraçadeiras | para prender tudo |
| De | Para |
|---|---|
| Pino 4 do Arduino | IN1 da ponte H |
| Pino 5 | IN2 |
| Pino 6 | IN3 |
| Pino 7 | IN4 |
| Pino 9 | TRIG do sensor |
| Pino 10 | ECHO do sensor |
| 5V do Arduino | VCC do sensor |
| GND do Arduino | GND do sensor e GND da ponte H (terra comum) |
| Pilhas (+) | 12V/VIN da ponte H e VIN do Arduino |
| Motor esquerdo | OUT1 e OUT2 |
| Motor direito | OUT3 e OUT4 |
// Robô que desvia de obstáculos - Portal de Candeias
// Ponte H L298N nos pinos 4, 5, 6 e 7. Sensor HC-SR04 nos pinos 9 e 10.
const int IN1 = 4, IN2 = 5, IN3 = 6, IN4 = 7;
const int TRIG = 9, ECHO = 10;
void setup() {
pinMode(IN1, OUTPUT); pinMode(IN2, OUTPUT);
pinMode(IN3, OUTPUT); pinMode(IN4, OUTPUT);
pinMode(TRIG, OUTPUT); pinMode(ECHO, INPUT);
Serial.begin(9600);
}
// Mede a distância até o obstáculo, em centímetros.
long distanciaCm() {
digitalWrite(TRIG, LOW); delayMicroseconds(2);
digitalWrite(TRIG, HIGH); delayMicroseconds(10);
digitalWrite(TRIG, LOW);
long tempo = pulseIn(ECHO, HIGH, 30000); // espera no máximo 30 ms
if (tempo == 0) return 999; // nada na frente
return tempo / 58;
}
void motores(int a1, int a2, int b1, int b2) {
digitalWrite(IN1, a1); digitalWrite(IN2, a2);
digitalWrite(IN3, b1); digitalWrite(IN4, b2);
}
void frente() { motores(HIGH, LOW, HIGH, LOW); }
void re() { motores(LOW, HIGH, LOW, HIGH); }
void direita() { motores(HIGH, LOW, LOW, HIGH); }
void parar() { motores(LOW, LOW, LOW, LOW); }
void loop() {
long d = distanciaCm();
Serial.println(d); // veja a distância no Monitor Serial
if (d < 20) { // obstáculo a menos de 20 cm
parar(); delay(200);
re(); delay(400);
direita(); delay(350);
} else {
frente();
}
delay(50);
}Antes de comprar, monte tudo no simulador grátis do Tinkercad, que tem Arduino, sensor ultrassônico e motores virtuais.
O robô das competições de robótica! Ele segue sozinho uma linha preta no chão, fazendo curvas. Aproveite o carrinho do projeto 3: só troca o sensor e o programa.
Os dois sensores ficam embaixo da frente do robô, um de cada lado da linha. O chão branco reflete a luz infravermelha; a fita preta não. Se o sensor da esquerda "vê" o preto, é porque o robô escapou para a direita: ele diminui a roda da esquerda e vira de volta. Isso se repete centenas de vezes por segundo.
| De | Para |
|---|---|
| Pinos 4, 5, 6 e 7 | IN1, IN2, IN3 e IN4 da ponte H (igual ao carrinho) |
| Pino 3 | ENA da ponte H (tire o jumper do ENA) |
| Pino 11 | ENB da ponte H (tire o jumper do ENB) |
| Pino 8 | Saída (D0 ou OUT) do sensor esquerdo |
| Pino 12 | Saída (D0 ou OUT) do sensor direito |
| 5V e GND do Arduino | VCC e GND dos dois sensores |
// Robô seguidor de linha - Portal de Candeias
// Ponte H nos pinos 4, 5, 6 e 7; velocidade nos pinos 3 (ENA) e 11 (ENB).
// Sensores infravermelhos nos pinos 8 (esquerdo) e 12 (direito).
const int IN1 = 4, IN2 = 5, IN3 = 6, IN4 = 7;
const int ENA = 3, ENB = 11;
const int SENSOR_ESQ = 8, SENSOR_DIR = 12;
const int PRETO = HIGH; // se o robô fugir da linha, troque para LOW
const int VELOCIDADE = 140; // de 0 (parado) a 255 (máximo)
void setup() {
pinMode(IN1, OUTPUT); pinMode(IN2, OUTPUT);
pinMode(IN3, OUTPUT); pinMode(IN4, OUTPUT);
pinMode(ENA, OUTPUT); pinMode(ENB, OUTPUT);
pinMode(SENSOR_ESQ, INPUT); pinMode(SENSOR_DIR, INPUT);
}
// Velocidade de cada roda: 0 = parada, 255 = máxima (sempre para a frente).
void rodas(int esquerda, int direita) {
digitalWrite(IN1, HIGH); digitalWrite(IN2, LOW);
digitalWrite(IN3, HIGH); digitalWrite(IN4, LOW);
analogWrite(ENA, esquerda);
analogWrite(ENB, direita);
}
void loop() {
bool esq = digitalRead(SENSOR_ESQ) == PRETO;
bool dir = digitalRead(SENSOR_DIR) == PRETO;
if (!esq && !dir) rodas(VELOCIDADE, VELOCIDADE); // linha no meio: em frente
else if (esq && !dir) rodas(0, VELOCIDADE); // linha à esquerda: vira à esquerda
else if (!esq && dir) rodas(VELOCIDADE, 0); // linha à direita: vira à direita
else rodas(0, 0); // os dois no preto: chegada, para
}Robótica ensina matemática, ciências, leitura de instruções, trabalho em equipe e paciência para errar e tentar de novo, tudo brincando. E prepara para as profissões que mais crescem, inclusive no agro da nossa região, cheio de drones, sensores e máquinas inteligentes.
Para professores, pais, igrejas e associações de bairro. Cada encontro tem cerca de 1h30, com turmas de até 12 crianças em grupos de 3 ou 4.
Todo programador de robôs começa aqui. Funciona só com o Arduino e o cabo USB, porque a placa já tem um LED no pino 13. Também dá para fazer no simulador grátis do Tinkercad.
// Pisca-pisca: o "olá, mundo" da robótica
void setup() {
pinMode(13, OUTPUT); // o pino 13 tem um LED na própria placa
}
void loop() {
digitalWrite(13, HIGH); // acende
delay(500); // espera meio segundo
digitalWrite(13, LOW); // apaga
delay(500);
}Desafios para a turma: piscar mais rápido (troque 500 por 100); fazer um SOS em código Morse; montar um semáforo com LEDs vermelho, amarelo e verde na protoboard.
Com 1 kit iniciante de Arduino para cada grupo de 3 ou 4 crianças, uma turma de 12 precisa de 3 a 4 kits: cerca de R$ 500 a R$ 1.000, que duram anos. Os projetos 1 e 2 custam quase nada e já rendem vários encontros.
Brinquedo quebrado, impressora velha e carrinho de controle remoto têm motores, engrenagens e fios que podem virar robôs. Uma boa campanha para a escola: "doe seu eletrônico velho".
Converse com a direção da escola sobre a Olimpíada Brasileira de Robótica; procure comerciantes e empresas que patrocinem os kits; chame quem trabalha com eletrônica ou informática para ser voluntário. Quer ensinar ou procura aulas? Anuncie grátis aqui.
Sempre com um adulto; nada de tomada nem 220 volts, só pilhas; ferro de solda e cola quente só com o adulto; baterias de lítio guardadas e carregadas com cuidado; peças pequenas longe dos menores de 3 anos.
Para os pequenos, tem jogos e atividades no Candeias Kids.